O Bradesco encerrará o modelo de home office para quase 900 empregados a partir de janeiro de 2026, com impacto direto nos departamentos de investimentos e de tesouraria. A instituição bancária informou que a alteração da rotina de trabalho é orientada pela liderança de cada área, que estabelece os dias presenciais e remotos, conforme a necessidade, e indicou que cerca de 50% dos mais de 82 mil empregados atuam em regime híbrido, com alternância entre trabalho remoto e presencial.
O sindicato da categoria acompanhará a implementação do retorno ao modelo presencial, e defendeu que qualquer modificação na forma de prestação de serviços deve ocorrer com observância de condições estruturais e organizacionais adequadas. A entidade agendou reunião com os empregados para tratar do tema, e afirmou negativa a medida para os bancários.
A decisão do Bradesco ocorre em cenário de revisão das políticas de trabalho remoto no setor financeiro. O Nubank comunicou que, a partir do segundo semestre de 2026, exigirá a presença dos empregados nos escritórios ao menos dois dias por semana, em substituição ao modelo predominantemente remoto praticado atualmente. Para viabilizar a mudança, anunciados investimentos na ampliação de espaços corporativos em São Paulo, Cidade do México e Bogotá, além de estruturas em Campinas, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Buenos Aires, cidades nos Estados Unidos e centros de talentos em Berlim, Montevidéu e Durham, envolvendo aproximadamente 9.500 empregados.
Na mesma linha de reavaliação da dinâmica de home office, o Itaú, após análise interna de produtividade e de registros de jornada, realizou a dispensa de cerca de mil empregados que atuavam em regime híbrido ou remoto. O banco declarou que a medida ocorreu em razão de revisão criteriosa de condutas relacionadas ao trabalho remoto e ao controle de ponto, bem como apontou existência de incompatibilidade entre as atividades registradas em plataformas, e o registro de horas trabalhadas. As dispensas, segundo a empresa, integraram processo de gestão voltado à preservação da cultura corporativa, e da relação de confiança com clientes, empregados e a sociedade.
Fonte: g1.globo.com

