Coação Eleitoral Contra Empregados Gera Indenização de R$ 100 Mil

Uma empresa do agronegócio e seu sócio pressionaram empregados a apoiar determinado candidato à Presidência nas eleições de 2022. A coação vinculava a manutenção dos empregos à vitória do candidato e incluía promessa de pagamento de um 14º salário.

A pressão violou a liberdade de convicção política e de voto dos empregados, agravada pela dependência econômica perante o empregador. A ausência de punições efetivas por divergência política não afastou a caracterização do assédio eleitoral.

Manteve-se a condenação da empresa e do sócio ao pagamento de R$ 100 mil por danos morais coletivos. O valor considerou a capacidade econômica dos responsáveis e a finalidade punitiva e pedagógica da indenização, diante da violação de direitos que ultrapassou os interesses individuais dos empregados.

A empresa e o sócio também permaneceram obrigados a não repetir as condutas ilícitas, sob pena de multa.

 

Nº do processo: 0010787-60.2023.5.03.0071

Fonte: Migalhas

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